O blog da Nanda

um espaço eclético zen

Archive for December, 2006

O melhor presente de natal

Posted by mfernanda on December 20, 2006

E, estamos mais uma vez chegando ao final do ano. Escrevi e preparei vários textos novos para o blog, mas infelizmente não tive tempo de passar para o papel, ou melhor, de passar pra telinha milagrosa. Enfim, estou correndo, arrumando tudo, para viajar para o Rio amanhã à noite. Pra variar me sinto divida. Por um lado vou ver minha mommy, família e amigos do lado de lá. Por outro lado, fico triste por deixar a Duchi, a minha branquinha, aqui. Mas, ela sofre tanto com viagens de avião… Ela chora o tempo todo, é uma judiação. Vou deixá-la com uma amiga que é muito carinhosa. Ela vai ficar bem. Ela é a minha família daqui.Então… estou enviando juntamente com essas mal traçadas linhas, um conto de natal.Feliz Natal pra todos vocês! E que 2007 traga SAÚDE e PAZ pra todos nós! Beijos no coração  da Nanda 

O melhor presente de Natal

                                           Maria Fernanda  Quando o fim de ano vai se aproximando, como num passe de mágica, independentemente de religião ou filosofia, parece que nos quatros cantos do planeta o ritmo diminui, desacelera. A impressão que se tem é que alguém apertou o botão “pause” e que tudo e todos entram numa outra rotação.  A hora é de balanço do que foi conquistado e do que faltou conquistar. Entre perdas e ganhos, renova-se a esperança de dias melhores e a antecipação do novo nos faz sorrir o coração.Tudo isso coincide com a mudança do clima. No hemisfério norte, entra o introspectivo inverno, e no hemisfério sul o verão entra com toda alegria que tem direito. O sentimento, porém, é que o Natal acontece durante uma espécie de primavera perdida, atemporal. O nosso infindável lufa-lufa fica “on hold”, quase como num rito de passagem anual. O Natal passado foi outro dia mesmo…impressionante. O tempo corre veloz,  zombando do nosso desafio diário de tentar conciliar os nossos famosos compromissos. No final das contas, todos nós levamos uma vida de artista, porque trabalhar, cuidar da casa, da saúde, dos filhos e da família, pra quem tem, e tudo o que isso envolve, … é uma ARTE com todas as letras em maiúsculo. Isso sem contar com os imprevistos nossos de cada dia.O Natal passado foi particularmente difícil, porque não pude passar com a minha família como sempre faço. A frustração e a impossibilidade me trouxeram lembranças de momentos preciosos que outros Natais já tinham me dado de presente. Através dessas lembranças, verdadeiros tesouros, viajei por esses outros Natais, e me senti como se tivesse realmente ido até lá… … era noite de Natal. Subir a serra sempre foi uma experiência revitalizante. De repente fica tudo mais verde, mais calmo e, com certeza, mais fresco. É um alívio para quem vem das atribulações de uma cidade grande e agitada como o Rio de Janeiro.Chegar em Petrópolis tem sabor de infância. A única cidade imperial do Brasil tem uma espécie de quietude majestosa. A responsabilidade de já ter sido a capital do Império, e de abrigar toda a corte durante o verão, nunca pesaram sobre ela. Não foi à toa que os Pedros, tanto o Primeiro quanto o Segundo, se apaixonaram pela região.Subir a íngreme ladeira da casa da Tia Therezinha é, sem dúvida, um ótimo estímulo para as minhas árduas tentativas de entrar em forma. Uff! O latido forte do Zorba anunciava a última pessoa a chegar: eu. Já estavam todos lá. As crianças na maior agitação, felizes pela oportunidade de brincarem juntas mais uma vez. Lideradas pelo meu afilhado Gabriel, que está lindo e grande, corriam pela casa toda. Uma coisa que me faz falta é ver as crianças da minha família crescer. Isso faz parte de um pacote de  coisas que se tem que abrir mão, quando se decide viver em outro país.As Cajazeiras, três primas nossas, irmãs entre elas: Olanda, Oneida e Onilda já estavam a postos, empenhadas nos últimos preparativos para a tão esperada festa. A Olanda arrumava as frutas animadamente, fazendo arranjos do tipo cascata com uvas de diferentes qualidades e cores. A Onilda cuidava da elaboração de vários quitutes. Maravilha, porque ela tem o dom de cozinhar. A Oneida ajudava à minha mommy a fritar as famosas rabanadas. Uhum!!!!!!!!! Ninguém faz rabanada como a minha mãe.Tia Therezinha, minha madrinha e anfitriã, andava com seus passinhos curtos, rápidos e eficientes, certificando-se de que tudo estava nos estrinques. Todos os anos ela trabalha muito para que todos nós possamos desfrutar desse momento tão especial… uma formiguinha incansável. Obrigada, Tereka, por tanta geneorosidade! O jantar estava servido. A mesa, cuidadosamente ornamentada, estava coberta por iguarias raras, feitas com todo o carinho do mundo… a torta de bacalhau com aipim e creme de leite, o peru assado com rodelas de pêssego em volta, o arroz de forno e a farofinha básica que nunca pode faltar. Ah! E as sobremesas então? O mousse de chocolate crocante é de se comer com os olhos fechados, os ovos nevados… são de deixar até os deuses com água na boca.Mais tarde a gente formava um círculo, para uma oração em conjunto e também, para falar sobre como havia sido o ano de cada um. O nosso primo Amilton conduzia essa nossa oração sempre com muita convicção e fé.Nossa! Hora do amigo oculto! Que alegria! Quem teria me tirado naquele ano? A surpresa fazia com que os nossos olhos brilhassem. Todo mundo virava criança de repente.E, a festa continuava animada noite a dentro……e continua viva dentro de cada um de nós onde quer que a gente esteja. Tenho certeza.Passar o Natal com a família, com as pessoas que a gente ama, pode ser um desses lugares preferidos, que a gente visita no coração, não somente quando, por força de circunstâncias, não podemos estar fisicamente presentes, mas toda vez que o potinho da saudade transborda de tão cheio. O melhor presente, afinal, é o próprio Natal.  

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You and I are the Universe

Posted by mfernanda on December 15, 2006

Drive with me

Into the streams

Of luscious summer dreams

Devour my bare soul

Steal my languid breath

Blind my invading reason

Under a dreammy red moon

I drink your smile

My skin burns in fire

I am interlaced in our legs

Purposely I lose my head

I embark on a magical trance

Like in an eternal dance

Soon fire wildly melts

You and I are the Universe

by me

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O milagre da música

Posted by mfernanda on December 13, 2006

Sabe aqueles dias que se arrastam em agonia, que o telefone não toca, o empréstimo que você estava esperando foi negado, que o seu único irmão foi (mais uma vez!) rude com você, que aquele olhar esperado não foi correspondido e, que você chega à conclusão que o seu emprego está mais sacal do que nunca?

Os seus sonhos ficam distantes, quase somem no horizonte e, a estrada para se chegar até lá fica árdua, encarpelada e muito comprida…

Isso sem falar nas estrepolias alimentares cometidas no dia anterior, numa reuniãozinha que vc organizou com todo o carinho, na qual as suas convicções filosóficas foram colocadas à prova de uma forma não muito democrática???? E, assim sem mais nem menos, depois de ter malhado a semana toda, você se vê atracada a uma enorme e amoral barra de chocolate…55% de cacau pelo menos… Ah! E a droga do chocolate era orgânico… Ahaha!

Não posso dizer que estava tendo um dia de cão,  porque se dependesse de mim todos os cachorros do mundo teriam dias maravilhosos, porque são uns fofos, todos. Mas, estava tendo um dia daqueles em que o mundo de repente se transforma numa imensa panela de pressão.

Depois de tentar sem êxito compania para comer alguma coisa, a fome corroía os meus sentidos, acabei jantando sozinha (que deprimente!!!) um rolo de sushi e a minha salada (de frutos do mar com abacate) preferida que ficou mais salgada pelas inoportunas lágrimas que teimavam em rolar do meu rosto aflito e exausto.

Antes de acabar o jantar já estava com azia. Quem é que vai dizer que o corpo não tem nada a ver com as emoções, hein? Ai!Ai!Ai! Caminhei até o carro em câmera lenta. O caminho de volta nunca tinha sido mais longo, principalmente porque as estradas por aqui não tem curvas. Senti falta até da Rio-Santos…  

De repente, lembrei do rádio. É… música, porque não? Fiquei parada por um instante, meio eletrizada, meio assim ressuscitada ouvindo Through the Fire do Chaka Khan. Aquela nuvem escura e densa de desilusões, de um momento pro outro, tinha dado lugar a um sentimento agradável de simplesmnete curtir aquele som super bacana do Chaka Khan. Milagre. 

O que seria de nós sem a música. Já ouvi dizer que o Universo é sustentado pelo som. O som…o som das coisas do mundo… a batida do coração é igual ao som que vibra no centro da Terra, que é igual ao som dos tambores dos índios…tudo isso bate uníssono e sustenta todo o Universo, a gente ouvindo ou não.  

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Chique mesmo é…

Posted by mfernanda on December 11, 2006

… ser verdadeiro tanto na hora de dizer não quanto na hora de dizer sim.

Muitas vezes a gente diz não, querendo dizer sim e diz sim, querendo dizer não. Que loucura, né?

Uma semana excelente pra todo mundo!

Maria Fernanda

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Solidão por Chico Buarque

Posted by mfernanda on December 1, 2006

Solidão por Chico Buarque 

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear  ou fazer sexo…Isto é carência.Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…Isto é saudade.Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…Isto é equilíbrio.Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…Isto é um princípio da natureza.Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…Isto é circusntância.Solidão é muito mais que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma. 

Francisco Buarque de Holanda

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