O blog da Nanda

um espaço eclético zen

Archive for June, 2007

Investindo na imagem de um Brasil melhor

Posted by Nanda on June 28, 2007

ilustração da bandeira do Brasil 

 Uma crescente onda de medo vem se apoderando da população brasileira. Não estou de forma alguma querendo negar a realidade. Longe de mim. Mas, sinto que as pessoas, de maneira geral, se concentram no negativo com tanto vigor e impetuosidade que acabam gerando ainda mais negatividade, com a força de seus pensamentos.

 A ciência, mais precisamente a física quântica, já comprovou que os nossos pensamentos se materializam e, que a energia flue na direção daonde colocamos a nossa atenção. Energy goes where attention goes!  A força do pensamento de uma só pessoa se equivale à força que é necessária para iluminar uma cidade. Gente, a força do nosso pensamento é muito grande, imensa mesmo. Contudo, para onde a direcionamos é uma escolha que fazemos a cada dia, a cada momento, a cada instante. 

A carta de despedida que o jogador Zé Roberto escreveu para o povo brasileiro, quando resolveu mudar de volta para a Europa, para mim, é uma prova cabal do que o medo pode fazer com a gente.

Parece que uma onda gigante de medo está subitamente inundando a cabeça das pessoas de uma forma paralizante, fazendo com que elas deletem rapidamente todas as dimensões que envolvem cada acontecimento, para se aterem apenas ao lado negativo, violento, como se nada mais existisse, nunca tivesse existido ou fosse existir. Aí, o ressentimento se torna aparente e o desespero veemente. Não seria essa uma visão simplista e fatalista demais? 

Se em vez de nos concentrarmos no mal, no negativo, na violência, investirmos na idéia de criarmos um mundo melhor, com paz e segurança para nós e, para as futuras gerações, começando do simples ato de imaginar este mundo, visualizar este mundo… não custa nada…quem sabe não conseguiríamos virar esta mesa, mudar esta situação, transgredir esta desordem vigente? Quem sabe? Quem sabe? Só saberemos experimentando. 

Quanto mais a gente carcar em cima das dificuldades, mais dificuldades iremos ter. Isso não sou eu que estou afirmando. São pessoas doutas, pesquisadores, cientistas… O simples ato de agradecer por tudo o que temos, por tudo o que já conquistamos, pela bênção que é ser brasileiro, um povo que é rico na sua diversidade regional, cultural, racial…um povo que é rico de afetividade, versatilidade…a lista é grande…só isso já vai gerar (ENERGETICAMENTE) positividade, energia positiva para o Brasil e seus filhos.

Isso sem mencionar que todos os processos acontecem tanto ao nível coletivo como no individual. Está tudo interligado! 

De mais a mais, o Brasil não é só constituído de desgraças. O Brasil não é nem pode ser apenas motivo de lamentações… Come on, gente boa… 

De qualquer forma, não cabem críticas nem julgamento. Até uma folhinha que cai no chão…cai por uma razão…Nada acontece por acaso. 

Tudo o que sai de nós (pensamentos, ações, críticas, elogios, afeto, compreensão, positividade, negatividade) tanto pode construir como destruir. Afinal, tudo, absolutamente tudo é energia…ou seja tudo está em movimento…e influencia tudo o que está ao redor.  

Tudo de bom pra todo mundo. 

Um abraço,  

Maria Fernanda   

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Feliz Solstício de Verão

Posted by Nanda on June 21, 2007

Do latim solstitiu, solstício é a época que o sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador. Hoje é o solstício de verão no hemisfério norte e, no hemisfério sul, hoje é o solstício de inverno. O solstíco de verão é o dia mais longo do ano. O solstício de inverno é o dia mais curto do ano. 

Recebi um texto lindo sobre o solstício de verão de uma pessoa que considero uma destas raridades humanas, a senhora Rita Klein.  Fiz uma tradução, para os que só lêem em português.

Aí vai…

Happy Summer Solstice………. summer solstice is about the energies of the South………which are volcanic…….the element of the
South is fire……it rules our heart…..in the South, we pull the fire into our bodies, burning off toxins and keeping the muscles
toned……….trust is essential in the South….South is the inner fire of intuition…….we learn to trust our intuition to help us ride this wild
and wonderful energy of creativity…….intuition is the knowledge of our hearts…In the South, we take the risk to go ahead and act on our vision
being willing to accept our mistakes as our teachers……..in the South we learn right use of will……to use our will to choose our appropriate path,
the path of beauty in each moment
 

Tradução: 

Feliz Solstício De Verão… O solstício de verão tem a ver com as energias do Sul… que são vulcânicas… o elemento do Sul é o fogo… que rege os nossos corações… no Sul, usamos o fogo para queimar as toxinas de nossos corpos e manter os músculos tonificados…a confiança é essencial no Sul..o Sul é o fogo interno da intuição…aprendemos a confiar na nossa intuição, para nos ajudar a navegar na louca e maravilhosa energia da criatividade… a intuição é a sabedoria que vem do coração…No Sul, arriscamos ir em frente, seguimos os nossos sonhos e estamos abertos para aceitar os nossos erros como nossos mestres… no Sul aprendemos a usar a vontade… a usar a força de vontade para escolher o caminho certo, o caminho que é belo a cada instante…      

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Do namoro

Posted by Nanda on June 12, 2007

Uma mãe namorando o seu bebê 

 O verbo namorar tem inúmeros significados. Segundo o nosso amigo Aurélio, namorar pode ser:tomar-se de amor, enamorar-se, agradar-se, encantar-se, apaixonar-se, cativar, atrair, andar em requestos ou galanteios …

Toda esta questão etimológica só vem a confirmar a minha suspeita que existe muitos mais formas de namoro entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar.O namoro é delicioso exatamente por ser namoro. Quando o namoro tenta ser algo diferente, talvez  mais estruturado ou com compromisso, deixa de ser namoro. Fica tão sério que perde a graça. 

Namoro com benefícios sexuais é privilégio dos amantes.Mas, há namoros assexuados de uma beleza que transcende os cinco sentidos. Não apenas entre pessoas, mas entre pessoas e animais, entre animais e outros animais, entre os elementos da natureza, entre as cores e por aí vai…

O pescador, por exemplo, vive um eterno namoro com o mar.

Assim como o beija-flor com as flores… e, o faz com seus fecundos beijos de amor.

Assim como o céu e as estrelas. Namoro polígamo, sem um pingo de estresse.

Assim como o músico e a música. Um clássico de sedução.

Assim como as mães com os seus bebês…

Os cachorros com os seus donos,

Os poetas com os seus versos e,

Os lavradores com a terra.

Os namoros entre amigos são muito especiais.  Até porque os amigos nos tomam de amor pra sempre. Incondicionalmente.

Há o namoro entre os afins. Embalados pelas inesgotáveis conversas e a alegria do encontro, os afins namoram ao longo da eternidade.

O namoro é enfim aquela parte simples do amor, que se encanta por se encantar, que é feliz pelo simples prazer de namorar.

O namoro é o amor na sua forma mais inocente.

O namoro é o amor na sua melhor forma.         

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Nanda entrevista Julinho Mazzei

Posted by Nanda on June 6, 2007

Foto de Julinho Mazzei no seu studio em Hollywood, Flórida.

Já estava passando da hora de inaugurar o espaço ENTREVISTAS do eclético zen. Quero entrevistar pessoas que sejam motivo de inspiração pra todos nós. Não precisei pensar muito para escolher o meu primeiro entrevistado: nada mais nada menos que o queridíssimo multitalento Julinho Mazzei.

Tive que batalhar um pouco para conseguir isto. O cara é low profile. Não gosta muito de ficar na berlinda. Marquei num dos seus restaurantes preferidos na Cidade Mágica: o Matsuri, em Coral Gables. Comida japonesa da melhor qualidade. Depois de fisgar o primeiro pedaço do seu sushi predileto, o rock and roll (não poderia ser outro!), uma das deliciosas especialidades do chef Masa, o locutor que revolucionou a FM, concordou em me conceder o privilégio desta entrevista.

Nanda: Julinho, você é uma pessoa de múltiplos talentos, já realizou trabalhos incríveis em diferentes mídias, mas a sua conexão com o rádio é, digamos, a mais marcante na sua vida, não é?

Julinho: Sem dúvida.

Nanda: E como foi que o rádio aconteceu na sua vida?

Julinho: Na verdade eu comecei em 1972, em Santos, na Rádio Clube de Santos, AM, que era do Pelé. O meu pai tinha começado a trabalhar com o Pelé, que me deixou trabalhar lá.

Nanda: Você vem a ser filho do grande Professor Mazzei, técnico e mentor do Pelé, não é? Qual era a formação do seu pai e como era a relação dele com o Pelé?

Julinho: O meu pai é Phd em educação física e, foi, além de técnico do Pelé, seu mentor, amigo e segundo pai.

Nanda: Você fala do seu pai com tanto respeito e admiração que dá para se perceber que ele é um homem muito preparado profissionalmente, assim como um ser humano de primeiríssima qualidade.

Julinho: É verdade. Eu me sinto privilegiado por ter os pais que tenho. Afinal, a gente não escolhe os pais, não é mesmo? E os meus me deram tudo que alguém poderia sonhar. Tudo mesmo! Além disto, os meus pais me influenciaram musicalmente também. Eu cresci com o meu pai ouvindo as Big Bands e, a minha mãe a Doris Day.

Nanda: Você se considera então nascido em berço de ouro?

Julinho: Eu me considero sim. Só que este ouro se traduz no sentido de riqueza de respeito pela vida, pelas pessoas…riqueza no sentido de dar valor aos sentimentos humanos, aos valores primordiais, sabe?

Nanda: Bacana! Conta mais sobre os seus pais. Como foi que eles influenciaram esta sua trajetória?

Julinho: Os meus pais casaram no Brasil e, no dia seguinte foram para Lansing, no Michigan, para estudar na Michigan State University. Depois de alguns anos, resolveram voltar para o Brasil. Quando chegaram ao Brasil, minha mãe já estava grávida de mim. Eu me sinto assim meio gringo às vezes (risos). Deve ser por isso, né? (risos). Bem, aí, em 1975 o Pelé convidou o meu pai para trabalhar com ele no Cosmos. Aí voltamos todos pra cá.

Nanda: Foi destino mesmo, então. Mas, e aí?

Julinho: Bem, assim que nós chegamos a Nova York, fomos morar num hotel em frente ao Central Park. Eu assistia a consertos inacreditáveis com todos aqueles monstros sagrados, como James Brown, Genesis, Aretha Franklin…só gente da pesada… O Cosmos era da Warner. Como o meu pai trabalhava com o Pelé, ele ganhava ingressos para os shows mais sensacionais que aconteciam no Madison Square Garden. Era tudo muito mágico! Parecia que eu estava em outro planeta, sabe?

Nanda: Então, tudo isto serviu de inspiração para você fazer o programa de rádio para o público brasileiro? O que fez você querer fazer um programa de rádio pra galera brasileira?

Julinho: Sim, tudo aquilo parecia um sonho. Estar, viver em Nova York era um sonho naquela época. Era como se fosse morar em Marte hoje em dia. Ainda mais vivenciando todos aqueles shows, num período de ouro da música…Além disso, a Warner tinha um estúdio de gravações e, logo logo o meu pai arranjou para eu ir trabalhar lá, como assistente de produção. Aquele era o estúdio onde gravavam personagens como Roberta Flack, os Rolling Stones. O Luther Vandross deu os primeiros passos da sua carreira naquele mesmo estúdio… e, eu testemunhei tudo aquilo… Você pode imaginar? Então, eu quis mostrar para o pessoal no Brasil tudo o que ouvia, via e sentia. Eu fazia gravações semanais e mandava pelo malote da Varig.

Nanda: Como era o nome do show?

Julinho: Big Apple Show. Big Apple para fazer alusão à Nova York, a Big Apple.

Nanda: Você fez o show em algumas emissoras antes de estourar na Jovem Pam, não foi? Como foi isto?

Julinho: É. Eu comecei na Rádio Difusora, em 1977. Quando a Transamérica entrou na jogada, o show já tinha ganho repercussão nacional. A Antena 1 entrou também, mas a coisa pegou fogo mesmo quando o show chegou na Jovem Pam de São Paulo.

Nanda: E a que você atribui tamanho sucesso? Sim, Julinho, porque até hoje este show é comentado, não é?

Julinho: Olha, deu certo, porque era uma coisa que não existia, tanto pela informação, quanto pelo estilo. Era uma coisa diferente, realmente marcou muito. E, eu sei que marcou a vida de muitas pessoas, de forma positiva, porque hoje já existe, inclusive, uma segunda geração que gosta do show, que coleciona e regrava as músicas a partir dos arquivos dos seus pais…(risos)

Nanda: Incrível, Julinho! O Big Apple Show transcendeu o tempo e, hoje em dia está despertando o interesse de uma galera mais jovem. Você está encantando agora os filhos dos pais que já haviam vibrado com o seu show tempos atrás. Você deve se sentir realizado, não?

Julinho: Eu me sinto sim…mas antes de qualquer coisa, eu me sinto muito agradecido por tudo o que eu fiz, por tudo o que eu tenho. Eu sou um cara de muita sorte.

Nanda: Você é uma destas pessoas que tem um entusiasmo nato, uma alegria contagiante, um brilho diferente nos olhos. Você tem muita luz, Julinho! Você se considera um sujeito conectado?

Julinho: Olha…eu me sinto consciente… é isso aí: eu me considero consciente e sou agradecido por tudo isso.

Nanda: Julinho, além de um locutor extraordinário, você é um produtor, editor, fotógrafo e escritor do maior talento.

Julinho: Escritor?

Nanda: É sim senhor. Você escreve com a alma, Julinho. Um dos últimos textos que você escreveu, A Janela, é de uma beleza e de uma profundidade incríveis. O seu estilo como fotógrafo é literal e de muito bom gosto. Você tem fotos com composições muito bonitas.

Nanda: Mais de tudo isto, o quê que você mais gosta de fazer?

Julinho: (sem pestanejar) Música! Mostrar, produzir, criar coisa novas. Música é o meu veículo de comunicação. É o que mais gosto de fazer.

Nanda: E como você consegue manter esta serenidade diante da doença do Professor Mazzei? Deve ser muito difícil pra você…

Julinho: Por um lado é muito difícl sim. Mas, por outro, a doença do meu pai serviu de alerta pra mim.

Nanda: Alerta? Como assim?

Julinho: Alerta no sentido da gente viver a vida com dignidade e intensamente no momento presente. O passado ficou para trás e o futuro ainda não chegou. Em vez de ficar na zona de conforto, enfrentar a vida com coragem e alegria. Alegria de viver cada momento como se fosse um presente. Quer dizer, a gente não deve substimar a vida e sim agradecer e viver cada momento com tudo aquilo que cada momento oferece.

Nanda: Então, é esta a sua receita de vida?

Julinho: Receita de vida? (risos) É! A minha receita é que a gente se dê permissão de olhar pela janela. Há muitas chances de descobrirmos um céu de um azul muito bonito, que jamais teríamos como admirar e curtir se, por pura acomodação, nos abandonássemos no banquinho do corredor… (mais risos)

Julinho Mazzei é uma destas pessoas que transforma em sucesso tudo o que faz. Já realizou trabalhos importantes em diferentes áreas. Particularmente acho que isto acontece, em primeiro lugar, porque faz tudo com o coração. O restante é talento. Nato! Antes de qualquer coisa, o Julinho é um grande comunicador. Um mestre da comunicação. Dono de uma das almas mais nobres que o sol já cobriu, ele se comunica com sentimento, seja qual fôr a mídia. Sua missão: tocar as pessoas de uma forma construtiva, passar uma mensagem positiva, seja através da criação, produção e locução de um programa de rádio revolucionário, seja distribuindo o seu sorriso largo e generoso, sua marca registrada, para quem tiver a sorte de atravessar o seu caminho.Como se não bastasse, o Julinho é um cara simples, o que é sensacional. Pra mim, simplicidade é chique. Ele é de uma elegância só, diga-se de passagem. Em muitos aspectos. Presta atenção e dá valor aos pequenos detalhes do dia-a-dia, que fazem a grande diferença na vida… Sem dúvida alguma, uma jóia rara. Raríssima…!

Que maravilha ter podido te entrevistar, Julinho.

Muitíssimo obrigada!

Valeu, cara! Você é realmente TUDO DE BOM!

O blog do Julinho é fora de série. Foi ele, aliás, que montou toda a estrutura deste meu bloguito michuruca. Ele é o padrinho do meu blog! Se quiserem se deliciar com suas publicações cheias de encanto e poesia, o link é o seguinte: http://julinhomazzei.wordpress.com

O link do seu extraordinário texto, A Janela é o seguinte: http://julinhomazzei.wordpress.com/2007/05/page/2/

Aqui está um dos mixes do Julinho pra gente dançar e curtir: 
Julinho Mazzei – Midnight Fiesta (Miami Mix)

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Frase do ano

Posted by Nanda on June 5, 2007

A única maneira de sobreviver

É EVOLUIR

A única maneira de evoluir

É CRIAR.

A frase original, em inglês, é a seguinte:

The only way to survive

IS TO EVOLVE.

The only way to evolve

IS TO BE CREATIVE.

s e n s a c i o n a l, n ã o? 

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Simplicidade…lindo demais!

Posted by Nanda on June 4, 2007

o poeta do concreto 

 Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago.   Acho a maior graça.  

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere…  

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.

Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.  

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos ! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias !  

Brigar, me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago ! Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano… E telejornais…  Os médicos deveriam proibir…  como doem !  

Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.  

Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.  

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna !  

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau ! Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.  

Conversa é melhor do que piada.  

Exercício é melhor do que cirurgia.  

Humor é melhor do que rancor.  

Amigos são melhores do que gente influente.  

Economia é melhor do que dívida.  

Pergunta é melhor do que dúvida.  

 Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada !    

 Luís Fernando Veríssimo  

p.s.: A ilustração é um croquis de Oscar Niemeyer: o poeta do concreto   

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Receita caseira que cura câncer

Posted by Nanda on June 3, 2007

 capa do manual Câncer tem cura

Hoje, ao visitar uma velha amiga, em downtown Miami, comentei com ela que ía visitar uma moça que estava lutando contra o câncer.
Minha amiga se virou pra mim e disse:
- O câncer tem cura.
Eu respondi:
- Pensar assim ajuda muito.
Ela disse:
Sim, mas estou me referindo ao livro: Câncer tem cura, escrito por Frei Romano Zagor e, publicado pela editora Vozes.
Nossa! Que maravilha, exclamei entusiasmada. Quando cheguei à casa da moça, que stá com câncer, passei para ela esta tal receita. Ela ficou cheia de esperança.

Vou passar pra vocês esta miraculosa receita que vem neste livro providencial:

Ingredientes:
1/2 kilo de mel puro (tem de ser puro!)
40/50 ml de cachaça ou qq outra bebida destilada
folhas de babosa, que totalizem 1 metro

Modo de fazer:
lavar, tirar os espinhos e cortar as folhas da babosa
juntar com os outros ingredientes
bater tudo no liquidificador

Colocar em uma garrafa escuro de pelo menos 1 litro, mexer antes de usar e, tomar 1 colher de sopa 20 minutos antes das refeições.

Sinceramente ainda não li o livro, mas segundo a minha amiga esta receita vem curando pessoas com diferentes tipos de câncer, inclusive a leucemia.
O câncer é uma doença que é causada por má nutrição, estresse emocional e psicológico. É um processo a médio e longo prazo de intoxicação alimentar e emocional. Em um determinado momento, o corpo fica exausto e congestionado, o sistema imunológico não resiste e, aí as células começam a se deteriorar.
Em verdade, o processo é mais ou menos longo. Mas, quando a quebra do sistema acontece, a degeneração pode ser muito rápida.

Para quem está nesta viagem, ou conhece alguém que esteja, não custa muito tentar esta receitinha milagrosa.

O livro pode ser comprado pelo site brasileiro:

www.maremoto.com.br

E, se quiser se aprofundar na explicação, visite o site:

www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/babosa1.html

Vale a pena conferir!

BOAS SORTE!

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O Chatoba-Mor do Reino

Posted by Nanda on June 2, 2007

você pode comprar este quadro no www.produto.mercadolivre.com.br

 Todos nós já cansamos de ouvir que não devemos julgar os outros coisa e tal…E, na altura do campeonato, sabemos até porque. A questão do julgamento já extrapolou o território da ética. A coisa é orgânica mesmo. Pelo menos é o que afirmam os doutos e sábios homeopatas unicistas.
Por sinal, eu tenho uma enorme admiração pelos profissionais, pesquisadores…sábios transgressores, que dedicam suas vidas a esta inteligente ciência, herança do genial médico alemão Samuel Hahnemann. Segundo esta ala revolucionária da homeopatia, cada indivíduo se assemelha a um elemento que existe na natureza e, que exatamente por isso, tem preferências, tendências e características determinadas por uma bioquímica única. É uma visão amoral e justa.
Trocando em miúdos, ninguém faz nada por mal. Ninguém tem culpa de nada. Tudo o que acontece é uma consequência de estar em equilíbrio ou desequilíbrio com esta tal “identidade bioquímica única”. Daí, a busca da substância semelhante, que de acordo com estes abnegados homens da ciência, se ministrada na dose certa põe qualquer pessoa no eixo, ou seja, cura tudo.
Isto tudo é muito lindo, realmente. Chego a ficar comovida, porque esta modalidade de medicina promete a verdadeira cura, a partir do tratamento da origem do mal, da causa e, não dos sintomas. Bravo! Bravíssimo!
Mas, cá entre nós, os chatos existem, né? Fica muito difícil deixar de reconhecer isto, uma vez que eles insistem em “chatear”.
Há vários tipos de chatos. Tem aquele que não pára nem deixa ninguém falar. Você já deve ter sido vítima deste tipo de chato algumas vezes. Este tipo adora atuar numa roda de conversa, por exemplo, onde várias pessoas se juntam com o propósito de trocar idéias. Este para mim é o chato-estrela. Só ele pode brilhar. Com um talento sem igual para magnetizar as pessoas, ele rouba a palavra com quem estiver e, ninguém consegue dar mais um pio sequer. Chega a ser um fenômeno. As pessoas se silenciam de puro desgosto, parecem que ficam travadas e os olhos do chato-estrela adquirem um brilho quase místico, porque logrou o seu objetivo principal: roubar a cena!

Tem o chato-bisbilhoteiro, ou investigador, pra ficar mais leve. Este tipo é muito fácil de se identificar. O investigador lança a sua famosa série de perguntas, sempre que pode, com quer que seja, a qualquer preço. Afinal, este tipo se alimenta da sua eterna e chatérrima investigação. A sequência de perguntas é, em geral, sempre a mesma:
Onde? Fazendo o quê? Com quem? Porquê?
Este chato é um tipo extremamente ansioso. Ele não dá à pessoa a menor chance de desenrolar a sua história naturalmente. Este tipo fica aflito, para especular. Às vezes perde até o fôlego. Não tem tempo a perder. Crava as pessoas de perguntas sem dó nem piedade.
em o chato-sabichão. Este tipo sempre sabe de tudo, não importa o assunto, nem o interlocutor. Ele diz logo o que a pessoa deve fazer ou deveria ter feito, de acordo com o universo dele. E, detalhe: este serviço é totalmente voluntário! Ninguém pede, na verdade, a opinião do sabichão. Não dá tempo. Ele joga a sua rede de variada bagagem de sabedoria com tamanha veemência e … chatice…que não dá oportunidade para a pessoa ousar falar qualquer coisa. Não há diálogos com os chatos-sabichões, apenas monólogos.
Tem o chato-juiz- do-mundo. Para este tipo, você está sempre errado. Este tipo é um intolerante radical. Não importa o que você faça, você está sempre errado! Sabe aqueles momentos que você está assim meio pra baixo, por algo desagradável que tenha acontecido, aí você tem a infeliz idéia de desabafar com um chato-juiz-do-mundo? Passados os primeiros dois minutos, você já está arrependido, porque o juiz-do-mundo está empolgado te descendo o sarrafo. Como poderia perder uma oportunidade destas?
Tem o chato-vítima…coitado deste chato…tudo de ruim acontece com ele. Acho que a intenção deste chato é despertar a compaixão das pessoas. Este tipo é, na realidade, um oportunista, pois aproveita qualquer e todas as chances, para transformar um acontecimento corriqueiro num episódio de novela de Janete Clair. Lembra da Janete, a rainha do drama? Este chato além de tudo é artista. Se bobear, enche os olhos de água, para dar maior veracidade aos seus interminávies episódios melodramáticos… Este chato é muito chato…
Mas, pesadelo mesmo é o tipo híbrido, mistura de todos os tipos acima: o abominável CHATOBA-MOR DO REINO. Este tipo ninguém merece. Ele é estrela, bisbilhoteiro, sabichão, juiz-do-mundo e vítima…tudo isto na mesma pessoa, na mesma figura…Ui! Chega a dar arrepio na coluna.
Você conhece algum chatoba-mor do reino? Se não conhece é uma sorte e, se conhece precisa de sorte e muita paciência, para não chutar o pau da barraca num mero bate-papo, que pode facilmente se transformar num evento exaustivo, desconfortável e…pra lá de chato…
Que me perdoem os homeopatas unicistas e a belíssima teoria da “identidade bioquímica única”, mas os chatos são um
s a co…!

Achei este quadro da ilustração muito interessante. Você pode comprá-lo atravé do site: 

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O número é: # 54529780

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