O blog da Nanda

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Archive for July, 2007

Triathlon: adrenalina pura!

Posted by mfernanda on July 9, 2007

Domingo passado fui assistir o meu irmão competir numa prova de triathlon.  Ele pratica triathlon há muito tempo, mas estava parado. Não podia deixar de prestigiar este seu retorno do que é para ele uma verdadeira paixão.Acordei muito cedo…às 4 :30 da manhã, para dar tempo de chegar no local da competição. As provas de triathlon começam sempre muito cedo,  cedíssimo…Êta gente animada!

Cheguei ao Parque Trade Winds Butterfly World, na cidade de Pompano Beach, às 6 da manhã. É interessante ver os atletas, aliás triatletas, chegarem com suas bicicletas super incrementadas, em cima dos carros ou nos racks, numa animação total. Nunca vi tanta gente sorrindo e me cumprimentando com  tanta alegria antes do sol nascer…! Impressionante…Só podem ser as endorfinas que liberam ao exercitarem-se intensamente por horas a fio, faça chuva ou faça sol. 

 O triathlon nasceu na década de 70, na cidade de San Diego, na Califórnia. No triathlon, os atletas disputam, de forma continuada, provas de três diferentes esportes: natação, ciclismo e corrida. Haja fôlego! Além de nadar, pedalar e correr, o triatleta precisa ser ágil na transição, que é o espaço em que ele muda de prova: da natação para o ciclismo e deste para a corrida. Isto porque há uma área de transição específica, primeiro para se pegar a bicicleta e depois para deixá-la.

Fiz questão de acompanhar meu bro em todo o precurso da competição. Primeiro a largada da natação. Eles nadaram 400 metros num lago bastante sinistro pro meu gosto. Sabe aqueles lagos com cara de casa de jacaré?

Aí, quando acabou a natação eles correram para pegar a bicicleta na área de transição. Lá fui eu atrás. Depois do percurso de ciclismo eles voltaram, deixaram a bicicleta na transição e, saíram para a corrida. Naquela altura, eu já tinha feito um belo de um work out, para os meus padrões, infelizmente, muito modestos em relação a exercícios físicos, apesar da minha intenção ser das melhores.

Meu irmão terminou a prova bem. Tirou em quarto lugar na sua categoria. Ganhou medalha e tudo! Ele não ficou lá muito satisfeito com o resultado, não. É muito exigente este meu bro. Mal de família… Puxa! O cara nadou 400 metros, pedalou 10 Km e correu 4 Km. Para ele que já competiu em outras modalidades com distâncias bem maiores pode ser que não tenha sido lá essas coisas. Mas, para mim, só o fato de participar de uma prova desta já é uma grande conquista. Fala sério!

Nos Jogos Pan-americanos de 2007, a modalidade vai ser a olímpica cujas distâncias são: 1.500 metros de natação, 40 kilômetros de bicicleta e 10 kilômetros de corrida. Uau!

Ao sair do Parque Trade Winds ontem, fiquei pensando na determinação que estas pessoas que fazem um esporte como o triathlon têm de ter . Não somente derminação, mas persistência, espírito de aventura e amor à natureza. Afinal, todas as competições são realizadas em lugares abertos, em praias, em lagos, em parques, enfim na natureza. Há realmente algo de EXTRA-ordinário em desafiar o corpo num nível como este. Tem que se tirar o chapéu pra essas pessoas!

Parabéns, Jorge Luís! Boa sorte para todos os triatletas que vão competir nos Jogos Pan- americanos de 2007, o Pan do Brasil!

  

 

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Eu preciso dizer que eu te amo

Posted by mfernanda on July 6, 2007

Agenor Miranda de Araújo Neto nasceu no Rio de Janeiro, filho do produtor fonográfico Araújo, da Som Livre. O seu destino como músico estava escrito nas estrelas. Cazuza, como ficou conhecido, passou um tempo na Inglaterra, nos anos 70. Voltou ao Brasil fã de Janis Joplin e Led Zepelin. Foi rebelde, desde sempre. Abandonou a faculdade depois de um mês de aulas. Trabalhou por um tempo da Som Livre, foi para os Estados Unidos e, quando voltou, em 1980, passou a ser vocalista do Barão Vermelho. Em 1985 desligou-se do grupo, para começar uma carreira solo pra lá de bem-sucedida. Lançou cinco discos em apenas quatro anos. Em 1989 tornou-se o primeiro artista brasileiro a declarar que tinha Aids, ajudando a campanha de conscientização sobre essa doença.

Admiro a sua coragem, invejo a sua rebeldia e me delicio eternamente com o seu lirismo. Cazuza foi antes de qualquer coisa, livre. E isso não é para qualquer um!

Gosto de várias de suas composições como por exemplo Exagerado, Tudo o que houver nessa vida, Burguesia e Faz Parte do Meu Show.  

Mas ele fez uma música que mexe muito comigo, por revelar de uma forma tão simples e profunda a difícil situação que é se apaixonar por um amigo. Já senti isso na pele…mais de uma vez… e só mesmo um poeta como Cazuza, para expressar isso assim de uma forma tão…tão…demais…

E, é por essa e outras, Cazuza, que eu preciso dizer que eu te amo.

Segue a letra desta obra prima. Deliciem-se…

Quando a gente conversa/Contando casos, besteiras/Tanta coisa em comum/Deixando escapar segredos/É eu nem sei em que hora dizer/ Me dá um medo (que medo)/ É que eu preciso dizer que eu te amo/Te ganhar ou perder sem engano/ É, eu preciso dizer que eu te amo/Tanto/ É até o tempo passa arrastado/ Só pra eu ficar do teu lado/ Você me chora dores de outro amor/ Se abre e acaba comigo/ E nessa novela eu não quero ser teu amigo/ É que eu preciso dizer que eu te amo/ Te ganhar ou perder sem engano/ Eu preciso dizer que eu te amo/ Tanto/ Eu já nem sei se estou misturando/ Ah, eu perco o sono/ Lembrando em cada riso teu qualquer bandeira/ Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira/ É que eu preciso dizer que eu te amo/ te ganhar ou perder sem engano/ É que eu preciso dizer que eu te amo/ Tanto/ Quando a gente conversa/ Contando casos, besteiras/ Tanta coisa em comum/ Deixando escapar segredos/ Eu não sei em que hor dizer/ Tenho medo/ É que eu preciso dizer que eu te amo/ Te ganhar ou perder sem engano/ Eu preciso dizer que eu te amo/ Tanto/ É até o tempo passa arrastado/ Só pra eu ficar do teu lado/ Você chora dores de outro amor/ Se abre e acaba comigo/ E nessa novela, baby, eu não quero ser teu amigo/ Não, não/ É que eu preciso dizer que eu te amo/ Te ganhar ou perder sem engano.

Bravo, Cazuza!

Ofereço esta música para todos os meu casos de amor com amigos mal resolvidos (pera lá: não foram muitos não, gente!) Hehehehehehehehe

Tudo de bom!

Nanda

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