O blog da Nanda

um espaço eclético zen

O Chatoba-Mor do Reino

Posted by Nanda on June 2, 2007

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 Todos nós já cansamos de ouvir que não devemos julgar os outros coisa e tal…E, na altura do campeonato, sabemos até porque. A questão do julgamento já extrapolou o território da ética. A coisa é orgânica mesmo. Pelo menos é o que afirmam os doutos e sábios homeopatas unicistas.
Por sinal, eu tenho uma enorme admiração pelos profissionais, pesquisadores…sábios transgressores, que dedicam suas vidas a esta inteligente ciência, herança do genial médico alemão Samuel Hahnemann. Segundo esta ala revolucionária da homeopatia, cada indivíduo se assemelha a um elemento que existe na natureza e, que exatamente por isso, tem preferências, tendências e características determinadas por uma bioquímica única. É uma visão amoral e justa.
Trocando em miúdos, ninguém faz nada por mal. Ninguém tem culpa de nada. Tudo o que acontece é uma consequência de estar em equilíbrio ou desequilíbrio com esta tal “identidade bioquímica única”. Daí, a busca da substância semelhante, que de acordo com estes abnegados homens da ciência, se ministrada na dose certa põe qualquer pessoa no eixo, ou seja, cura tudo.
Isto tudo é muito lindo, realmente. Chego a ficar comovida, porque esta modalidade de medicina promete a verdadeira cura, a partir do tratamento da origem do mal, da causa e, não dos sintomas. Bravo! Bravíssimo!
Mas, cá entre nós, os chatos existem, né? Fica muito difícil deixar de reconhecer isto, uma vez que eles insistem em “chatear”.
Há vários tipos de chatos. Tem aquele que não pára nem deixa ninguém falar. Você já deve ter sido vítima deste tipo de chato algumas vezes. Este tipo adora atuar numa roda de conversa, por exemplo, onde várias pessoas se juntam com o propósito de trocar idéias. Este para mim é o chato-estrela. Só ele pode brilhar. Com um talento sem igual para magnetizar as pessoas, ele rouba a palavra com quem estiver e, ninguém consegue dar mais um pio sequer. Chega a ser um fenômeno. As pessoas se silenciam de puro desgosto, parecem que ficam travadas e os olhos do chato-estrela adquirem um brilho quase místico, porque logrou o seu objetivo principal: roubar a cena!

Tem o chato-bisbilhoteiro, ou investigador, pra ficar mais leve. Este tipo é muito fácil de se identificar. O investigador lança a sua famosa série de perguntas, sempre que pode, com quer que seja, a qualquer preço. Afinal, este tipo se alimenta da sua eterna e chatérrima investigação. A sequência de perguntas é, em geral, sempre a mesma:
Onde? Fazendo o quê? Com quem? Porquê?
Este chato é um tipo extremamente ansioso. Ele não dá à pessoa a menor chance de desenrolar a sua história naturalmente. Este tipo fica aflito, para especular. Às vezes perde até o fôlego. Não tem tempo a perder. Crava as pessoas de perguntas sem dó nem piedade.
em o chato-sabichão. Este tipo sempre sabe de tudo, não importa o assunto, nem o interlocutor. Ele diz logo o que a pessoa deve fazer ou deveria ter feito, de acordo com o universo dele. E, detalhe: este serviço é totalmente voluntário! Ninguém pede, na verdade, a opinião do sabichão. Não dá tempo. Ele joga a sua rede de variada bagagem de sabedoria com tamanha veemência e … chatice…que não dá oportunidade para a pessoa ousar falar qualquer coisa. Não há diálogos com os chatos-sabichões, apenas monólogos.
Tem o chato-juiz- do-mundo. Para este tipo, você está sempre errado. Este tipo é um intolerante radical. Não importa o que você faça, você está sempre errado! Sabe aqueles momentos que você está assim meio pra baixo, por algo desagradável que tenha acontecido, aí você tem a infeliz idéia de desabafar com um chato-juiz-do-mundo? Passados os primeiros dois minutos, você já está arrependido, porque o juiz-do-mundo está empolgado te descendo o sarrafo. Como poderia perder uma oportunidade destas?
Tem o chato-vítima…coitado deste chato…tudo de ruim acontece com ele. Acho que a intenção deste chato é despertar a compaixão das pessoas. Este tipo é, na realidade, um oportunista, pois aproveita qualquer e todas as chances, para transformar um acontecimento corriqueiro num episódio de novela de Janete Clair. Lembra da Janete, a rainha do drama? Este chato além de tudo é artista. Se bobear, enche os olhos de água, para dar maior veracidade aos seus interminávies episódios melodramáticos… Este chato é muito chato…
Mas, pesadelo mesmo é o tipo híbrido, mistura de todos os tipos acima: o abominável CHATOBA-MOR DO REINO. Este tipo ninguém merece. Ele é estrela, bisbilhoteiro, sabichão, juiz-do-mundo e vítima…tudo isto na mesma pessoa, na mesma figura…Ui! Chega a dar arrepio na coluna.
Você conhece algum chatoba-mor do reino? Se não conhece é uma sorte e, se conhece precisa de sorte e muita paciência, para não chutar o pau da barraca num mero bate-papo, que pode facilmente se transformar num evento exaustivo, desconfortável e…pra lá de chato…
Que me perdoem os homeopatas unicistas e a belíssima teoria da “identidade bioquímica única”, mas os chatos são um
s a co…!

Achei este quadro da ilustração muito interessante. Você pode comprá-lo atravé do site: 

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O número é: # 54529780

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